<i>Case & ROI — Financiamento Direto</i>
R$ 40 bilhões em atraso e uma queda de 12,89 pontos em inadimplência: dois cases publicados provam o ROI de tirar a carteira da planilha — e a conta que falta você fazer na sua
Por Vinit, em 25/09/2026
Publicado em 25 de setembro de 2026
Nesta semana, dois números movimentaram o mercado de gestão financeira para construção civil. O primeiro: R$ 40 bilhões em recebíveis vencidos e não pagos, hoje parados dentro de carteiras de construtoras e incorporadoras brasileiras. O segundo: uma queda de 12,89 pontos percentuais na inadimplência de uma carteira específica, documentada em um case publicado há poucas semanas.
Nenhum dos dois números é estimativa de mercado feita de fora para dentro. Os dois vieram de fornecedores que atuam diretamente com gestão de carteira — e, juntos, formam a prova mais concreta que o setor já teve em 2026 de que sair da planilha tem ROI mensurável, não hipotético.
## O tamanho do problema, em um número só
O dado dos R$ 40 bilhões foi levantado pela Senior Sistemas com base nas informações financeiras registradas por mais de 1.200 construtoras e incorporadoras nos últimos 12 meses, ao lançar o Receba+, sua nova plataforma de gestão de recebíveis para o setor. Em um dos primeiros pilotos da ferramenta, um cliente reduziu os recebíveis vencidos em mais de 30% em apenas um mês de operação.
Esse número não é sobre uma construtora pequena com controle desorganizado. É a soma do que está parado em carteiras de empresas que, em grande parte, já têm ERP, já têm financeiro estruturado — e mesmo assim seguem perdendo caixa porque a gestão da carteira de financiamento direto continua sendo tratada como um apêndice do financeiro, não como uma operação com regras, alçadas e automação próprias.
## O case que virou número: Construtora Capital
O segundo dado veio de um case publicado pela CUB, especializada em recebíveis para construção civil integrados a ERPs como o Sienge. A protagonista é a Construtora Capital, grupo que atua no Norte do país (Manaus e Belém) e expandiu recentemente para São Paulo, operando sob as marcas Construtora Capital, Morar Mais e Mundo Apto. A meta para 2026 é R$ 1 bilhão em vendas — R$ 648 milhões já registrados até junho, distribuídos em 17 empreendimentos ativos, em múltiplos CNPJs.
O problema, nas palavras da gerente executiva Juliete Couto, era simples de descrever e caro de sustentar: "o cliente queria pagar, e eu não estava conseguindo atender rápido". Na prática, isso significava:
- Emissão manual de boleto represada, com quatro estagiários dedicados em turnos só para dar conta dos pedidos de segunda via e antecipação;
- Cliente que queria antecipar parcela precisava abrir chamado e esperar dias para receber um valor;
- Nenhuma solução de mercado dava conta de operar a carteira consolidada entre CNPJs diferentes — cada empreendimento virava uma ilha.
Depois de adotar o CUB.Recebíveis, com boleto automático, antecipação disparada pelo próprio cliente e visibilidade de pagamento em tempo real, os contratos com dez meses ou mais de operação (2.481 contratos, distribuídos em 41 empreendimentos, R$ 52,9 milhões sob gestão) mostraram:
- Queda de 12,89 pontos percentuais na taxa de inadimplência da carteira, de 56,2% para 43,3%;
- R$ 6,8 milhões destravados de recebíveis em atraso — 25,88% do total que estava parado;
- Mais de 3.500 parcelas antecipadas pelos próprios clientes, gerando R$ 5,1 milhões em caixa adiantado;
- Reconhecimento externo da Caixa Econômica Federal pela regularização de clientes da carteira.
Vale o registro de transparência: esse é um case de outro fornecedor do mercado, não um cliente Vinit. Publicamos aqui porque o padrão por trás do resultado é exatamente o que sustenta a tese deste ERP vertical — e porque prova social do setor, mesmo vinda de fora, é dado real que qualquer gestor pode usar para calcular o próprio potencial de ganho.
## O padrão por trás dos dois cases
Tirando o nome do fornecedor, os dois casos — o piloto da Senior e o case da Construtora Capital — convergem para o mesmo diagnóstico: o gargalo nunca foi falta de vontade de cobrar. Foi a ausência de um sistema que trate cada contrato como uma obrigação viva, com saldo devedor, régua de cobrança e emissão de boleto automatizados, e que dê ao próprio cliente o caminho para resolver a pendência sem depender de um humano digitando planilha.
Quando isso muda, dois efeitos aparecem juntos: a inadimplência recua porque a cobrança passa a acontecer todo santo dia, sem depender de alguém lembrar; e o caixa antecipado cresce porque o cliente que quer quitar antes passa a conseguir fazer isso sozinho, em minutos, não em semanas.
## A conta de ROI que você pode fazer agora
Ainda não temos um case publicado com números do Vinit — e não vamos inventar um. Mas a lógica dos dois exemplos acima é replicável, e você pode aplicá-la à sua própria carteira agora, com uma conta hipotética simples.
Suponha uma carteira de 500 contratos ativos, ticket médio de R$ 1.100 por mês e inadimplência atual de 18%. Isso significa cerca de R$ 99 mil por mês em atraso. Se sua carteira reduzisse a inadimplência em algo próximo ao que os cases acima registraram — na faixa de 10 a 13 pontos percentuais —, o caixa destravado por mês giraria entre R$ 55 mil e R$ 71 mil, sem contar o efeito adicional de antecipações voluntárias de clientes que hoje simplesmente não têm canal para pedir. Refaça essa conta com os números reais da sua carteira antes de decidir se vale a pena automatizar — na maioria dos casos, a resposta aparece sozinha.
## Por que o timing importa agora
O pano de fundo ajuda a explicar por que esse tema está mais quente em setembro de 2026 do que estava há um ano. Com a Selic em 13,75% ao ano desde a última reunião do Copom, os bancos voltaram a competir por crédito imobiliário: a Abecip elevou sua projeção de crescimento do financiamento imobiliário em 2026 para 25%, um volume de R$ 410 bilhões no ano, puxado sobretudo pelo Minha Casa Minha Vida, que deve crescer 38%. Nesse cenário, o financiamento direto deixa de ser só uma alternativa para quem o banco não atende — passa a competir diretamente com uma oferta bancária mais agressiva. E quem só consegue provar a saúde da própria carteira com uma planilha desatualizada perde poder de negociação, seja para repassar clientes ao banco, seja para securitizar recebíveis.
## O que fazer com isso
Os dois números do início deste texto — R$ 40 bilhões parados no setor e uma queda de quase 13 pontos percentuais documentada em um case real — não são coincidência. São o mesmo problema visto de dois ângulos: o tamanho da dor e a prova de que ela tem solução mensurável. A pergunta que sobra é se a sua carteira vai continuar contribuindo para o primeiro número, ou se vai começar a se parecer com o segundo.
O Vinit foi desenhado para construtoras, incorporadoras, loteadoras e corretoras que fazem financiamento direto e ainda gerenciam a carteira em planilha: gestão de contratos, recebíveis, emissão automática de boleto, cobrança automatizada e controle de inadimplência em um único sistema, verticalizado para esse problema específico. Conheça o Vinit em [vinit.com.br](https://www.vinit.com.br/).
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### Fontes
- Senior Sistemas — dados do lançamento da plataforma Receba+, divulgados em 23 de setembro de 2026 (via SEGS Portal Nacional de Seguros).
- CUB — case Construtora Capital com a plataforma CUB.Recebíveis, publicado em 27 de agosto de 2026 (blog.cub.com.br).
- Abecip — projeção de crescimento do crédito imobiliário para 2026, divulgada em 24 de agosto de 2026.
- CBIC — Indicadores Imobiliários Nacionais, 2º trimestre de 2026.
- Copom/Banco Central — decisão de taxa Selic, reunião de setembro de 2026 (13,75% a.a.).